sábado, 30 de abril de 2011

FÊNIX


O PÁSSARO



A HISTÓRIA DE UMA LENDA

É um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em autocombustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas.

Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arrochadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia.

Quando sentia a morte se aproximar, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra, ateava fogo em suas penas e morria queimada.

Das cinzas então, erguia-se uma nova fênix, que colocava piedosamente os restos de sua progenitora num ovo e voava com ele até a cidade egípcia de Heliópolis, onde o colocava no altar do sol.

A MINHA VISÃO

Sempre tive uma adoração por esse mito, tanto que vislumbrei uma nova situação, imaginado-a completamente cega e, assim mesmo, conseguia voar pelos céus, impondo a sua magia para mais uma crença dessa ave lendária. 


 POEMA DE UM VÔO CEGO

Pensamentos vagueiam tateando a escuridão.
Asas insólitas experimentando o vazio.

Solstício de verão com fachos de luz.
Mergulhou no ar com olhos vendados.
Trovoadas guiaram o seu caminho.
O sonar ecoava estridente.

Passeou pelo vale entre as montanhas.
Ressurgiu elegante das cinzas.
Recobrou a visão e voltou para a vida.

 NOTA DO AUTOR

Esse poema faz parte do meu livro-antologia, lançado em noite de autógrafos, realizada na cidade de Florianópolis, em Maio de 2011.


EDITORA LIVRARIAS CATARINENSE

sexta-feira, 29 de abril de 2011

OBELISCOS EGIPCIOS NO MUNDO


O imenso obelisco inacabado, que atinge quase 43 metros de altura e pesa 1168 toneladas, não tem nenhum relevo, e foi deixado ali, em uma das pedreiras da cidade de Assuã, provavelmente por causa de uma falha ou um defeito encontrado na rocha.

Sua data, talvez seja da época do reinado da rainha-faraó Hatshepsut, que se vestia como um homem, sendo que naquela época, não se admitia mulher no poder. Isso ocorreu na XVIII dinastia, o povo sabia que era uma mulher, mas como tinha as vestes e aparência de homem, colocando até um cone na barba, como fazia os faraós-homem, acreditavam que tudo estava bem.

Graças a este enorme obelisco, os pesquisadores e egiptólogos alcançaram uma hipótese sobre a técnica do trabalho, uma vez que foram encontradas ao redor, enormes quantidade de bolas de diorito, que eram usadas como ferramentas para alisar a superfície. Todas essas informações foram colhidas com o guia da nossa viagem, (Sr. Sahid), que explicou como era feito o trabalho.

Disse-nos também, que quando queriam cortar um obelisco de granito, havia de fazer um lume na face das rochas e logo, água era derramada para decompor e separar a camada superficial, depois, tinha que arranjar e alisar perfeitamente a face desejada, com bolas pesadas de diorito.

Por fim, aprofundavam as linhas escavadas com ferramentas de metal, provavelmente de bronze, até consumar o trabalho. Acredita-se que os trabalhadores cavaram dois túneis em ambos os lados deste obelisco, para ser removido posteriormente. Sem duvida, era um grande trabalho que precisava de grande talento, paciência e força.
Não fosse o problema que houve, a outra fase seria desenhar na rocha, a forma, colocando os hieróglifos pintando-os com uma tinta ou pigmento feito de ocre vermelho ou carbono preto.

Esses monumentos gigantescos eram usados para adorar o Deus Sol em comemorações típicas do Egito antigo, com sua constituição em forma de um pilar de pedra quadrada, alongada e sutil, que se afunila ligeiramente em direção a sua parte mais alta, decorando com inscrições, gravadas nos quatro lados, terminando em um ponto piramidal.

Os símbolos sempre trouxeram para as pessoas, aspectos de fascinação e êxtase, de tal forma que quando o Egito passou a ser dominado pelo império romano, o imperador Augusto se encantou com esses monumentos erguidos em solo egípcio.

O maior deles é o Lateranense, tem 45,70 metros com a cruz em seu topo, se encontra na Praça São João de Latrão, foi construído na época dos faraós Tutmosis III e IV (século XV a.C.). É proveniente do templo de Amon na cidade de Tebas, antiga capital Egípcia. Foi transportado para Roma pelo Imperador Constantino II em 357, sendo colocado no circus Maximus, refundido em três partes em 1587, foi ereto novamente em sua atual posição em 1588, por solicitação do Papa Sisto V.

Outro monumento imponente da mesma estirpe está no centro da Praça de São Pedro. Para ser erguido no local onde está, precisou de cerca de 150 cavalos e 47 guinchos. O obelisco central que tem 40 metros de altura, incluindo a base com a cruz no topo, data do século XII a.C. e foi trazido para Roma no reinado do Imperador Nero. Está no lugar atual desde 1585 sob ordem do Papa Sisto V.

Ao que concerne ao tempo de minha vida, pude contemplá-lo junto de minha esposa, essa esplendorosa obra Egípcio-Italiana, em um dia de muita fé na praça onde se encontra, sob a proteção do então Papa João Paulo II, e revista em outras oportunidades.

Bernini, o grande escultor italiano completou a colocação com uma fonte em 1675. Foram trazidos mais oito, que se encontram por Roma afora, sendo que atualmente é a cidade que conserva o maior número deles.

Em 1831, o Vice-Rei do Egito, Méhémet Ali, ofereceu a França os dois obeliscos que marcam a entrada do palácio de Ramsés II em Tebas, atual Luxor.
Conta também o nosso guia, que esse vice-rei, queria destruir as pirâmides da quarta dinastia (Quefrem, Quéops e Miquerinos), para fazer pontes sobre o rio Nilo.

O primeiro chegou a Paris em 1823 e é o Rei Luis Felipe I quem decide erigi-lo na Place de La Concorde, onde a operação, verdadeira proeza técnica, se realiza em 1836 sob a presença de 200.000 pessoas. O Rei e a família real, incertos quanto ao sucesso, preferiram assisti-la dos salões do palácio, e só apareceram sobre o balcão para acolher os aplausos da multidão no momento em que o monólito se colocou na vertical. 

Pude da mesma forma que anteriormente, também observá-lo, como um ponto de referência nas proximidades da graciosa Avenida Champs-Elysées, e um pouco mais distante, o Arc de Trionphe, como marca inesquecível das visitas a cidade Luz, contemplado ao cair da noite, em solo Parisiense, no topo da torre Eiffel, da majestosa França.

Hoje analisando as atitudes dos Imperadores Romanos e do Vice-rei, vemos que os primeiros quiseram perpetuar o nome na historia, roubando sem o menor pudor essas maravilhas, enquanto o ultimo, não tinha a menor consciência do que representava esses monumentos para o seu País, presenteando um bem sem saber o significado que ostenta hoje, na historia da humanidade.

Atualmente o governo egípcio introduziu leis severas para remoção de qualquer artefato e a punição severa para furtos das antiguidades, tentando ainda preservar o que resta no solo a ser descoberto.

                                                                          
                                                      


O ANDARILHO

Em um dia desses qualquer, o Prefeito de uma cidade grande parou o seu carro, por pouco tempo, em um cruzamento, aguardando o sinal de ...