sexta-feira, 27 de julho de 2012

VENEZA...PONTES E ESTAÇÕES...

 
É uma cidade Italiana deslumbrante, situada na bela região do Vêneto, conhecida pela sua historia, onde os canais majestosos dão um toque de magia e encantamento. Possui também vários museus e monumentos. Seu nascimento surgiu de um arquipélago no noroeste do mar Adriático.

Reina absoluta como uma das mais importantes da Europa, com uma trajetória rica e um império na época de influencia mundial, comandada pelos seus Doges, uma espécie de líder, com poder absoluto, como o de mandar prender e matar as pessoas que atrapalhassem seus interesses, tranca fiando-os na famosa Ponte dos Suspiros, de onde eram levados ao calabouço, tendo suas cabeças decepadas pelo carrasco, dando ali, o “último suspiro”, por isso, a ponte leva esse nome.
 
Da imensa praça, denominada de São Marco, vislumbra-se a imensa basílica. Em seu alto, estão postados quatro imensos cavalos de bronze, que dominam o panorama, parecendo ao longe, estarem sempre trotando com as patas ao ar e envoltos por nuvens, dando a impressão que estão presentes em todas as estações do ano.

Dos muitos monumentos e locais turísticos, a Ponte de Rialto é uma atração imperdível, situada sobre o imenso canal, onde, por suas águas, percorrem todos os tipos de embarcações.

É muito conhecido nas artes o Festival de Cinema, a grande Bienal, a Regata Histórica e o Carnaval, com moradores e turistas vestindo imponentes fantasias da época. À noite imperam os cassinos, onde os jogadores disputam fortunas, ao som de pequenas orquestras medievais, e ao lado de belas mulheres. Alguns poucos que conseguem ganhar deixam para a Prefeitura pesados impostos.

Os passeios diurnos e noturnos sobre as gôndolas proporcionam aos casais emoções e êxtase que, ao som de músicas tradicionais cantadas pelos gondoleiros, trocam beijos apaixonados.
 
Ali nasceram vários Papas, arquitetos, pintores e também o Mestre Antonio Vivaldi, onde viveu por vários anos, compondo a imortal “Quatro Estações”.
 

VERÃO...

Diviso ao longe sobre um vaporetto a bela Rialto

Ponte de pedra em arco


Caminhos de uma época

Rumo à Basílica de São Marco


Paisagem delirante e inebriante

Inspiração de pintores e grandes amores


Por suas águas passam gôndolas

Transportando casais apaixonados

Com suaves suspiros e som contagiante...


Procissão de gondoleiros

Transportando personagens

Mascaras e trajes do glorioso passado

Ao carnaval e ao Festival de Cinema

Histórias contadas da cidade dos Doges...


INVERNO...


Mãos trêmulas no gélido ar.

 Sopra forte e cortante o vento europeu.

Recôndito... Esfrego as mãos ao pé da lareira.

Lá fora, cai uma neblina fina.

Parecendo uma garoa sobre o chão nevado...

Olho essa paisagem sobre uma vidraça embranquecida


Na sala atapetada, bate forte o coração.

Ouço o som suave e cadenciado de uma gravação...

É Vivaldi com o tema Inverno das quatro estações. 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O MURO DAS LAMENTAÇÕES




A ansiedade era grande para encontrarmos o local, eu e minha companheira. Percorríamos as vielas da cidade, como se fossem um caminho peregrino e, com muita alegria nos olhos, víamos inicialmente a chamada “cidade antiga”, uma área em forma retangular rodeada por uma imensa muralha.

Ela é o centro histórico de Jerusalém, concentrando os principais locais sagrados. Foi nomeado pela UNESCO, Patrimônio Mundial da Humanidade.

Cada um de nós fez os pedidos em forma de bilhete para serem colocados nas fissuras da grande muralha, o chamado “Muro das Lamentações”. À medida que caminhávamos, sentíamos a “presença” em nossos corpos de algo muito estranho.
 
Um arrepio percorria as nossas espinhas, fazendo amolecer os passos. A sensação era muito gostosa; eclodia no ar um burburinho de vozes, somado ao toque das cornetas feitas com os chifres de carneiro, assopradas pelos religiosos carregando o Torá em forma de procissão. Tudo se misturava ao som das preces muçulmanas, que vinha do alto dos minaretes, fazendo estremecer os nossos corações, pulsando cada vez mais forte e acelerado.
 
Para nós ali presentes, era algo contagiante, trazia uma imensa euforia repleta de emoções. Tudo isso chegava cada vez mais forte aos nossos ouvidos até que, de longe, vislumbramos aquele esplendoroso panorama.
 
A mente comandava os passos de forma apressada, queríamos chegar logo para ver de perto aquele cenário, tantas vezes visto em filmes e fotos. Agora estávamos ali perto! As pessoas que nos rodeavam eram das mais variadas nacionalidades, mas predominavam as vestes árabes, mulheres com aqueles trajes negros, só com os olhos de fora, algumas ainda sobrepunham óculos escuros, dando a oportunidade, para nós leigos, de fragmentos para uma bela fotografia.
 
Os Judeus religiosos e os rabinos de igual modo se vestiam também na cor negra, dando um toque de espanto! Nunca tínhamos visto tantas pessoas se vestindo por igual, caminhando sempre apressadamente com as suas tradicionais barbas longas e cabelos com trancinhas sobre os ombros.

Na minha percepção do momento, tento entender o significado das três religiões ali concentradas, cada uma ao seu modo e de origem diferente, mas todos com um mesmo pensamento voltado para uma só crença.

Quis o destino e a força dos homens que fosse criado o Estado de Israel para acomodar esse povo sofrido e ao mesmo tempo beligerante, que lutam por seus ideais para permanecer nessa terra sagrada, cheia de misticismo, movida pela fé e a religião de cada um. Mas, para os povos que perderam essas terras para fazer essa acomodação, é difícil aceitar.
 
Jesus é o Astro-Rei, de forma soberana e majestosa, contempla os seres de todo o mundo que vem reverenciá-Lo. Depois de mais de 2000 anos, querem ver de perto, os seus ensinamentos, suas marcas pela cidade, os caminhos percorridos, principalmente o Monte das Oliveiras, assim como o local de sua morte, quando antes caminhou pela Via Dolorosa, até chegar onde está o Santo Sepulcro.       

E nós, o que trouxemos para depositar nas entranhas no muro? Muita fé pela vida, saúde em profusão, entrelaçamento das famílias, dignidade e bastante percepção das coisas belas, olhando sempre o que podemos fazer pelos nossos entes queridos e os semelhantes menos favorecidos que nos cercam.
 
Antes de nos retirar, olhei a quantidade de bilhetes colocados nas frestas. Se pudesse expressar o conteúdo, diria que as dores e as esperanças estavam ali espremidas como dobras do tempo, contando talvez o drama de cada depositante na esperança de alcançar suas curas e rogando por uma paz entre aqueles povos naquela região em busca de algo que é de difícil compreensão e envolvendo religião e volúpia de poder.
 
 
UM POUCO DE HISTÓRIA

(Pesquisado na Internet e adaptado ao meu estilo de redação)

O Primeiro Templo, ou Templo de Salomão, foi construído no século X a. C., e derrubado pelos babilónios em 586 a. C. O Segundo Templo, entretanto, foi construído por Zorobabel após o Exílico Babilônico, e voltou a ser destruído pelos romanos no ano 70 da nossa era, durante a Grande Revolta Judaica. Deste modo, cada templo esteve erguido durante 400 anos.

E assim foi...

Quando as legiões do imperador Tito destruíram o templo, só uma parte do muro exterior ficou em pé. Tito deixou este muro para que os judeus tivessem a amarga lembrança de que Roma vencera a Judeia (daí o nome de Muro das Lamentações). Os judeus, porém, atribuíram-no a uma promessa feita por Deus, segundo a qual sempre ficaria de pé ao menos uma parte do sagrado templo como símbolo da sua aliança perpétua com o povo judeu. Os judeus têm pregado frente a este muro durante os derradeiros dois milênios, crendo que este é o lugar acessível mais sagrado da Terra, já que não podem aceder ao interior da Esplanada das Mesquitas, que seria ainda mais sagrado.

A tradição de introduzir um pequeno papel com pedidos entre as fendas do muro tem vários séculos de antiguidade. Entre as petições dos judeus estão ferventes súplicas a Deus para que regresse à terra de Israel, o retorno de todos os exilados judeus, a reconstrução do templo (o terceiro), e a chegada da era messiânica com a chegada do Messias judeu.

O Muro das Lamentações é sagrado para os judeus devido a ser o último pedaço do muro que rodeava o Templo pelos lados sul e leste. Alem disso, o Muro é o lugar mais próximo do sancta sanctorum ou lugar "sagrado entre os sagrados". Das três secções do muro, a do leste, do sul e do oeste, a do oeste é o lugar tradicional de oração (daí o seu nome em hebraico, Hakótel Hama'araví, "o Muro Ocidental").

Na Esplanada das Mesquitas, rodeada pelo Muro, os muçulmanos construíram ao longo dos séculos a Cúpula da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa.

O CAMINHO DA CRUZ

O CAMINHO DA CRUZ Tudo estava quieto... Naquele momento, pressentia-se que alguma coisa pudesse acontecer a qualquer instante;...