sexta-feira, 17 de agosto de 2012

MÃE TERRA E O SOL DA MEIA NOITE


MÃE TERRA

O universo caminha em uma escuridão sem fim
Na trajetória das galáxias giram cometas e planetas.
Nasceu à via Láctea com um sistema solar espetacular
Deu origem à vida na terra, transformando-a em um planeta azul.
Vivemos aqui com os encantos e sobressaltos da natureza, que são frutos gerados por seu útero, transformando tudo em sementes, que dão frutos da vida, do amor e da contemplação, tudo com eterna beleza.
 O SOL DA MEIA NOITE
É fria a madrugada
Sorrateira e silenciosa
Quietude que se impõe na calada da noite
Vozes roucas lamentam infortúnios
É mórbido o momento
Súplicas e suspiros dobrados
Ecoam ao vento em forma de açoite
Explosão no céu
Um cometa mergulha na escuridão
A visão fica turva
É o caminho do medo
  
Coração disparado
Com um frenesi de emoções
É o sol da meia noite
A noite virou dia
Passo trôpego na calçada
Ritmo desenfreado
Marcha alucinante
Rufar de tambores
O mundo quase acabou
O ontem já se foi
O amanhã ainda não chegou
É o ultimo capitulo de uma era
Que foi escrito por mim

terça-feira, 7 de agosto de 2012

UM POEMA DE OUTONO NO LESTE EUROPEU/FOLHAS MORTAS...



O outono é a estação do ano que sucede ao Verão e antecede o Inverno. É caracterizada pela queda da temperatura e pelo amarelar das folhas das arvores, que indicam a passagem de estações.


Avistei esse panorama, olhando pela janela de um hotel com um grande deslumbramento, pois não é sempre que temos essa oportunidade.
 
Muito calmamente, enxerguei uma alameda rodeada de imensas árvores; com essa visão no pensamento, senti meus passos adentrando entre os plátanos, cujas folhas, em decorrência do momento, forravam o chão, transformando o solo em um tapete amarelo-avermelhado, que produziam um farfalhar suave, causando um encanto sublime, onde se podia ouvir o canto tristonho de um pássaro solitário a se despedir dessa bonita estação.
 
Minha alma, cheia de emoção e encantamento, passou a refletir uma paz entre as folhas e arvores, em uma tarde límpida de outono, ensejavam a produção do poema que coloco abaixo.


FOLHAS MORTAS
  

Agora deitadas no solo...

Outrora verdejantes

É o poder da natureza

De encantos e belezas
 

O tempo foi cruel.

Como folhas de papel.

Escondidas em um livro.

Amareladas, cansadas.
  

Antes vigorantes.

Nos galhos, nos livros.
 

Paisagens delirantes, frases efervescentes.

Colírio para os olhos.


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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

OS ENCONTROS DE ROMEU E JULIETA EM VERONA




Verona é uma cidade maravilhosa e cheia de encantos; trata-se de uma comuna Italiana da região do Vêneto, com cerca de 256.000 habitantes. Estende-se por uma área de 206 Km2, tendo uma densidade populacional de 1182 hab./km2. Faz fronteira com Bussolengo, Buttapietra, Castel d’Azzano, e outras pequenas cidades da região, onde eu e a companheira nos rendemos à bela paisagem que deslumbrávamos em um trem de estilo europeu, muito bonito, limpo, silencioso e de lugares marcados conforme a cabine que recebemos na portentosa estação em Milão.
É Banhada pelo rio Adige e fica a uns trinta quilômetros do famoso Lago de Guardia, que olhamos rapidamente, quando o trem parou na estação, porque metade dos viajantes ali desceu e a outra seguiu para Verona que era o nosso destino já traçado no dia anterior.
Verona, ao que parece, conforme informação recebida foi fundada pelos Celtas, sendo mais tarde, uma colônia romana com o nome de Augusta. Ostentou-se galhardamente como capital de “ducados” durante o reino Lombardo, e posteriormente colônia de monges beneditinos. 
 
Chegou, inclusive, a ostentar a supremacia de toda a Itália, sendo também palco para a célebre matança de franceses conhecida com o nome de Páscoas Veronesas.
 
Foi incorporada ao reino da Itália em 1866, com a terceira guerra de independência italiana. Possui vários monumentos onde se destaca o impressionante anfiteatro romano e a famosa arena, onde até hoje são encenadas peças líricas pela noite adentro, as quais não pudemos assistir em razão de não pernoitarmos na cidade.
 
Nossa ansiedade foi pela busca do local mais procurado, onde se passou a historia da peça Romeu e Julieta escrita por Shakespeare, que sabíamos pelas informações, ficar próximo ao centro da cidade, circundada por uma vila, e pelo que conta a historia, morava a Julieta.
 
Este grande marco que é a sua casa entregou à cidade a fama de ser a dos eternos apaixonados e de centenas de turistas que a visitam.
Esse tema era o comentário geral no trem e que antecedia a chegada, com um cicerone dando muitas informações como: chegar até o local da casa, onde está o famoso balcão, de onde recebia olhares apaixonados do intrépido Romeu.
 
Caminhamos por diversas horas pelas ruas parando nos lugares históricos, até encontrar em uma enorme feira de artesanato, com um palco itinerante, com teatro ao ar livre, atores amadores vestidos com as roupas da época do ilustre casal encenavam a peça, ao som de flautas.
 
As pessoas da plateia, em pé, naquelas ruas estreitas e bucólicas, murmuravam frases de amor aos seus parceiros, entre eles estávamos também, deslumbrados com aquela encenação. As frases pitorescas ecoavam pelas ruas com os músicos e atores caminhando até encontrar a casa do balcão, culminando com o ato final naquela antiquíssima casa.
 
No pátio antes de adentrar a casa e a sacada, existe uma estatua de bronze: a mão direita está gasta e lisa, de tanto que as pessoas passam as mãos, pedindo quem sabe, um amor impossível ou qualquer outro desejo.
 
Após a demorada visita e fotos do local, voltamos a uma praça onde fica a Arena com inúmeros e pitorescos restaurantes ao ser redor. O cansaço era muito grande em razão das longas caminhadas à procura de outros monumentos que encantam a cidade, razão pela qual compramos ingressos para um ônibus panorâmico, onde pudemos apreciar mais uma vez os lugares visitados.
 
Após completarmos o trajeto do panorâmico, sentamo-nos nas cadeiras de um confortável restaurante com uma mesa muito enfeitada. Era uma espécie de quiosque, com vista para a Arena. Este monumento, no antigo império Romano, era lugar de diversão com o sacrifício de animais e homens; hoje é palco de peças teatrais de muito sucesso, destacando Puccini, Verdi e outros renomados.
 
Solicitamos a presença de um garçom com um aceno de braço, pois o vozerio era muito grande. Para o nosso espanto nos atendeu falando em português, uma vez que percebeu o nosso linguajar. Era um Brasileiro de Santa Catarina e disse-nos que, em todos os restaurantes e sorveterias, havia brasileiros trabalhando, o que pudemos comprovar, quando solicitamos um sorvete para um Italiano e ele exclamou! ”Brasiliano, è qui per servirei l suo popolo” (Brasileiro está aqui para servir a sua gente).
 
E assim terminamos mais um bonito passeio. Já à tardinha, retornamos em um trem com lugares marcados na bela cabine internacional, que tinha, como destino final, a magnífica cidade de Genebra na Suíça, com passagem por Milão, onde estávamos hospedados.

O ANDARILHO

Em um dia desses qualquer, o Prefeito de uma cidade grande parou o seu carro, por pouco tempo, em um cruzamento, aguardando o sinal de ...