sábado, 22 de dezembro de 2012

NAPULE MIA




NÁPOLES (em Italiano NÁPOLI) é uma comuna do Sul da Itália, da região da Campania, com cerca de um milhão de habitantes, sendo a terceira mais populosa, após Roma e Milão.

Localiza-se em uma baía no Mar Tirreno. É um porto importante e o principal centro industrial e comercial do país. É também um centro de turismo; em seus subúrbios estão localizados importantes centros de visitação, tais como: O vulcão Vesúvio, as ruínas de Pompéia e, Herculano e as ilhas de Capri e Ischia. O seu centro histórico foi declarado patrimônio mundial pela UNESCO.

Quando em uma viagem até Nápoles, no porto onde aguardava um navio para a Ilha de Capri, conheci um velho napolitano que regressava à sua terra natal, após muitos anos de morada em outro país.

Contou-me de suas sensações, alegrias e tristezas, vivenciadas ao longo de sua vida e também suas emoções desde o embarque em um avião que o trouxe até ali. Agradeceu emocionado com muita devoção à sua protetora, Santa Lucia, (uma das mais famosas da Itália).


 
 

 Olhou em direção ao mar, tendo ao fundo o Vesúvio, e cantou alguns trechos no dialeto:

Partono e bastimente – Partem os navios.

Pe’ terra assaje luntane... – Por terras muito distantes...

Cántano a buordo – Cantam a bordo.

Só’ Napulitane – São Napolitanos

Santa Lucia – Santa Lucia.

Luntano ‘a te – Longe de ti.

Quanta malincunia! – Quanta melancolia.

Luntano ‘a Napule – Longe de Nápoles.

Nun se po’ sta – Não se pode estar.

 

Sensibilizado com sua felicidade, construí o poema abaixo:
 

A CHEGADA


Chovia a cântaros no caminho de volta!

O pássaro de prata voava pelos céus sem fim.

Nuvens escuras nas alturas

Trovões... Coração acelerado!

Muitas emoções... Como foi longa essa ausência...
 

Aeroporto da saudade...

 Fiumicino...

Da Vinci di Roma...

Enxerguei velhos rostos conhecidos...

Cheios de lágrimas

Saudações efusivas no encontro.
 

La máquina me transporta

Passo por Pompéia vendo as belas paisagens napolitanas

Admirável entardecer.

Estrada florida de caminhos risonhos
 

Vou chegando...

Vesúvio...

Estigma de uma época

Que entrecortou o meu coração
 

Estava voltando...

Recordando uma bela canção.
 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

VOZES NO SILÊNCIO DA NOITE


OS MEUS ANTEPASSADOS...


Vieram de plagas distantes com o intuito de realizar sonhos e conquistas. A origem da famiglia Vendramini é a cidade de Treviso na Itália, localizada na região do Vêneto, próximo a cidade de Veneza.

  
A ITÁLIA DAQUELES DIAS...

A imigração para o Brasil deu-se no ano de 1884. Naquela ocasião, a Itália ainda se ressentia da unificação, com muitos problemas, principalmente no que tange a produção de alimentos para a sobrevivência de seus povos que consistia de várias etnias.

O BRASIL DAQUELA ÉPOCA...  

O Brasil um país com um reinado claudicante, na figura de D. Pedro II, colocava sua força motriz baseada no trabalho escravo para alavancar as fazendas de plantações de café que era a sua mola mestra.

Surgiu então a necessidade de substituir essa mão-de-obra. Desenhava nessa ocasião o terceiro reinado que tinha na princesa Isabel o desejo de branquear a raça. Abriu-se então a facilidade de imigração dos povos Italianos, Portugueses e Espanhóis.


O DESEMBARQUE DA FAMÍLIA...


Ocorreu no porto de Santos em 1884 e fixaram residência em um vilarejo de nome Banharão nas proximidades da cidade de Jaú, Estado de São Paulo, onde trabalharam em lavouras de café.
A Família sempre viveu com muitas dificuldades como qualquer outro imigrante italiano daquela época, que chegava ao Brasil sem saber direito como eram os costumes e as leis e principalmente uma língua até então desconhecida para eles: o português.

Tiveram muitos problemas de adaptação principalmente quanto aos contratos com os fazendeiros, mudando muitas vezes de fazenda em fazenda na região.

No decorrer do tempo conseguiram comprar algumas terras e montaram o seu próprio negócio de plantação de café. Com o falecimento dos mais velhos os filhos ficaram com as propriedades, dando os mais diversos destinos nos caminhos da vida.

Tive muita afinidade com meus avós, tanto, que em uma noite, suas vozes soaram em meus ouvidos, pedindo para voltar e ficar nas entranhas da terra onde nasceram.

A partir de então, realizei juntamente com minha esposa uma viagem de navio, levando para Treviso todo o sentimento daquelas almas. Durante a viagem compus o poema que segue abaixo:

 O RASTRO BRANCO DE UMA HÉLICE

 Vozes no silêncio da noite soaram em meus ouvidos

Eram os meus ascendentes chorando a pátria distante

Falaram de suas terras deixadas sem destino

De uma colheita sem realizar...

Querem voltar...

Para rever os parreirais

Manchas vermelhas nas camisas

De sangue e de vinho sangrando na saída

Choro de mulheres com crianças na barriga


 Contaram sobre uma época

Quando aportaram nas águas verdes do Brasil

Percorrendo os confins de Treviso

 Para ganhar o mar azul saindo de Nápoles

Na busca de ilusões sonhos e conquistas

O navio trouxe pessoas e a alma da família


 O tempo passou... Passou... Passou...

Estou voltando com as cinzas do passado...

Dos homens e mulheres...

Que sentiram as sensações de outrora...

Em uma terra de sonhos...

Mar revolto... Velhas canções...

Na passagem por águas e terras africanas


No começo do velho continente

Deixo cair um pouco de nuvem cinza no oceano

Guardadas em velhas garrafas de vinho

Para recordar o caminho

Daqueles que por ali passaram em vida


 É o fim de um verão

Em um colóquio de sentimentos

No Transatlântico branco Europeu

Percorrendo o caminho inverso

De águas aquecidas pelos sonhos no oceano


 Parti do porto esperança

Do universo de minha vida

Correu uma lágrima na face sonhadora


Fiquei angustiado na saída...

Mas com uma vontade imensa de chegar...

Para as cinzas espalhar

No seio e no cio da terra onde nasceram


 Replantei a semente dos velhos capitães...

Na terra dos antepassados...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O Farol, as Gaivotas e a Dama de Branco

Um farol é uma estrutura elevada, habitualmente constituída de uma torre, dotada de um potente aparelho ótico, cujo facho de luz é visível a longas distâncias.

O nome farol deriva da palavra grega FAROS, nome de uma ilha próxima à cidade de Alexandria onde, no ano 280 a.C., foi erigido o grande farol.

Foram concebidos para avisar os navegadores que acostumavam a chegar muito próximo da terra no período noturno e que, até então, sem um sistema de alerta, acabavam chocando-se nas rochas, provocando naufrágios.

Antes de sua existência na antiguidade, eram acesas enormes fogueiras, ou grandes luzes, que eram abastecidas com óleo de baleias.


O BRILHO DOS OLHOS... 


Náufrago dos mares...

Buscou refúgio na torre de pedra.

Na casa abandonada do antigo faroleiro.

Sentiu-se recluso como um eremita

Falava com as Gaivotas...

Que se tornaram suas protetoras

Na falta de seus amores...

 

Seus olhos viraram dois potentes faróis.

Em busca dos amores perdidos...
 


Enxergou o transatlântico noturno.

Transformado em navio fantasma...

Dama de branco... Moby Dick...

  

Alma ferida.

Aurora boreal.

Luz de sua alma.

Veio à tona o passado.
 
 

Mergulhou na escuridão.

Recolheu-se em desilusão.

Fez de sua vida os olhos dos navegantes...

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