quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Maravilhas do Mar Vermelho


Abençoado por Deus e bonito por natureza”.

Esse refrão de uma música brasileira cabe nesta crônica que começo a desenvolver, lembrando a passagem de uma viagem que eu e minha esposa fizemos ao Egito, quando avistamos o referido mar.

Durante o caminho, da cidade do Cairo até Israel, percorremos 600 quilômetros em uma estrada asfaltada no meio do deserto. O guia que nos acompanhava passava inúmeras informações dos costumes de seu povo e ficamos aterrorizados com algumas colocações que, se aplicadas por aqui, teríamos calafrios na espinha.

Lá pelas alturas de não sei quando, um dos condutores da van parou em um determinado momento e disse com todas as letras: “Estamos em frente ao Mar Vermelho”, que alegria! Pois já era esperado, fazia algum tempo!

Paramos em frente, tiramos inúmeras fotos e também as sandálias para sentir a sensação da água; a minha ficou presa no asfalto e descolou o solado, tamanho era o calor, cerca de 40 graus.

No interior da van havia ar condicionado e muita água gelada que amenizaram a situação. Não se podia nem abrir a janela, que era uma gritaria louca entre nós, os nove brasileiros que faziam a travessia.

O Mar Vermelho é um personagem frequente das historias bíblicas. Teriam sido suas águas que Moisés dividiu magicamente, por exemplo, para permitir a passagem dos hebreus a caminho da Terra Santa.

 Hoje, porém, o Mar Vermelho é considerado um santuário mais por sua riqueza ecológica: ali está um dos maiores reservatórios de biodiversidade marinha do planeta.

Ao contrário do que se diz seu nome, Mar Vermelho é, na verdade, azul-esverdeado. Ele foi batizado de Vermelho devido à presença em suas águas de uma alga específica, que, quando floresce, torna-o marrom-avermelhado.

É um mar fino e longo, localizado entre a África e a Península Arábica. Ele banha sete países: Egito, Israel, Jordânia, Arábia Saudita, Iêmen, Eritréia e Sudão. São mais de 440 mil quilômetros quadrados de superfície e 2,3 mil quilômetros de comprimento.

Por ser isolado, não há grandes cidades na região. Suas margens são desérticas e praticamente desabitadas e, por sua alta salinidade, o Mar Vermelho tem recifes de corais extremamente ricos em biodiversidade e em excelente estado de conservação.

Mesmo com fatores que colaboram para a preservação dos corais, a região não está imune aos desastres ecológicos. Os terremotos são ameaças constantes, apesar de ocorrerem a distâncias de 200 quilômetros, já que os corais são estruturas extremamente sensíveis.

Há 25 milhões de anos, placas tectônicas começaram a se mover em direções opostas e formaram a Mar Vermelho. Elas continuam se movimentando e vão lentamente transformá-lo em um novo oceano e, talvez uma nova situação, poderá custar ausência de seus belíssimos corais.   


Acesse minha página no site:
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e verá textos em formatação em Power Point com fundo musical.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Teatro Polytheama de Jundiai



A LUTA DE UMA CIDADE BUSCANDO O RESGATE DE UMA ÉPOCA
DO ABANDONO A REVITALIZAÇÃO
UMA VITÓRIA DE TODA JUNDIAI
 Atenção especial, alguns relacdos ao.
 
No final do ano de 2012, recebi da Secretaria Municipal de Cultura uma série de livros relacionados com a nossa cidade, em razão de haver participado do projeto; VERSOS DA PRIMAVERA DE AUTORES JUNDIAIENSES. O evento, além da publicação de um livro, realizou uma conferência e, em seu clímax, resultou na colocação de cartazes e banners pelas calçadas e parques, para dar uma dimensão mais ampla da Literatura. Foi uma satisfação muito grande ver o meu poema ACALANTO ser exibido em forma de banner, na Avenida Nove de Julho e no Parque Botânico Eloy Chaves.
Dentre esses livros, despertaram atenção especial, alguns relacionados ao Polytheama.
Aos desfolhá-los a emoção foi tomando conta do meu ser, pois revi fotos do Teatro, quando ainda era o Cine Polytheama na década de 1950, onde nas “matinês” de domingo, assistia aqueles filmes em branco e preto; Gordo e o Magro, Os Três Patetas e do Zorro e seu inseparável amigo, o índio de alcunha “Tonto”. Tudo era desenvolvido em “episódios", fazendo com que tivéssemos de comparecer nos próximos para não perder o enredo da história e era o que mais gostávamos, por causa das aventuras que eram idolatradas; próprios dos meninos daquela época.
A empolgação do decorrer do filme era tanta, que os mais ousados atiravam pedras na tela para atingir os inimigos do Zorro, que em desabalada carreira em seu cavalo “Silver”, percorria as pradarias de terras americanas, “caçando” os inimigos que eram bandidos mal encarados e índios rebeldes desgarrados de suas tribos.
Com o decorrer dos anos, chegou à época das grandes produções cinematográficas em CINEMASCOPE, cujo filme era projetado em uma tela côncava, dando a sensação de efeitos especiais.
Neste mister, os responsáveis pelo Cine Polytheama trouxeram para Jundiaí filmes inesquecíveis tais como:
SANSÃO E DALILA, contando a história do hebreu Sansão, famoso pela sua força descomunal que estava em seus longos cabelos.
O MANTO SAGRADO, narrando o envolvimento dos seguidores e oponentes de Jesus que são influenciados pelo manto usado por ele na sua crucificação.
O PODEROSO CHEFÃO, mostrando a história e a saga da família mafiosa Corleone de 1945 até 1955. 
Com a chegada dos vídeos cassetes o hábito de assistir em casa ficou mais cômodo e barato, fazendo com que a fluência nos cinemas tivesse o seu descalabro, colocando filmes pornográficos para atrair as pessoas o que não levou muito crédito, decretando a falência dos cinemas e seu completo abandono. Alguns tiveram suas salas adaptadas para outras funções e o Polytheama caiu no esquecimento servindo como abrigo de pombas que voavam no recinto como se fossem fantasmas do passado protagonizando uma tragédia do presente. 
Apresento abaixo um poema elaborado pela poetisa Jundiaiense MARIA HELENA BÔA HATTORI, retratando o resgate de uma época.


PASSADO E O PRESENTE

Nasce o sol!

Como ele – imponente,

orgulhoso, resistente!

Foi cinema, foi teatro, história!

E, depois de muita glória,

foi um dia esquecido.

Quebraram suas janelas,

em seus desenhos deixaram sequelas.

Com tristeza olhava o gigante abandonado,

resistindo, sem presente, só passado.

Deus, um dia, bem quietinho,

olhou para ele com carinho.

Deu uma ordem ao coração

daqueles que olhavam de longe

ao gigante encantado,

Palco de tanta emoção.

Farão dele uma fênix!

Farão abrir as cortinas,

as luzes da ribalta!

E que o guerreiro centenário nunca mais faça falta.

Hoje renasce em seus cenários, a música, a dança.

Um mundo encantado,

Aos seus cem anos, Polytheama,

Jundiaí canta viva!

Comemorando sua idade,

festejando suas luzes

que, durante todo esse tempo,

Brilharam sobre a cidade.

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